Recapitulando: Out. 2015

Passei um pedaço razoável de outubro meio doente, com tosses e gripes e enjoos e dores de cabeça. Na minha vida, sinais de mudanças loucas de tempo e muito cansaço. Passei outro (o mesmo?) pedaço razoável de outubro naquele esquema habitual de muito, mas muito trabalho. Acabei o mês com muitas pequenas crises e grandes reflexões sobre trabalho, cansaço e esses desafios de equilíbrio quando se é autônoma e workaholic e quando se tem um tremendo #fomo de trabalho (estou transformando as crises e reflexões em coisas produtivas, como de costume, então já estou melhor, mas talvez isso gere uns posts por aqui).

Felizmente, o muito trabalho envolvido foi incrível, como de costume. O mais notável é que fui a São Paulo ficar menos de 12h (fui na manhã de sábado, voltei à noite) para lançar o livro da Capitolina por lá. Foi, de certa forma, ainda mais emocionante do que o primeiro lançamento, aqui no Rio, porque foi um lançamento só nosso e não no meio do caos geral da Bienal. Pude abraçar as leitoras que foram, escrever autógrafos um pouquinho mais elaborados, fizemos um bate-papo rápido antes em que respondemos várias perguntas interessantes (inclusive: “vai ter um segundo livro?” “vai, vai sim.”). Foi lindo e emocionante, aí eu voltei para o Rio e meu corpo pifou porque nada é mais tóxico para mim do que São Paulo.

Lançamento em São Paulo: 1. pau de selfie!: 2. anúncio lindinho na porta da livraria; 3. broche MARAVILHOSO que uma das nossas leitoras lindas fez.

Lançamento em São Paulo: 1. pau de selfie!: 2. anúncio lindinho na porta da livraria; 3. broche MARAVILHOSO que uma das nossas leitoras lindas fez.

Outros eventos maravilhosos de trabalho em outubro: 1. eu e a Mari tivemos a oportunidade de entrevistar a Meg Cabot, autora de YA e minha ídola suprema da adolescência. Foi lindo e emocionante e gratificante demaaaaais, e a entrevista (em vídeo!) sai na Capitolina em breve; 2. participei de uma mesa sobre feminismo na Biblioteca Parque Estadual, que foi gravada para a posteridade (dá pra ver um teaser aqui); 3. o último dia do mês foi, de novo, passado no CAp da UFRJ, onde estudei, dessa vez falando, ao lado da Isabela e da Bia, com um grupo só de garotas adolescentes, de 13 a 18 anos, conversando por mais de 3h sobre colégio, medos, machismo, empoderamento, assédio, astrologia, e o que mais desse na telha.

Parte (só parte!) da fila de autógrafos no lançamento.

Parte (só parte!) da fila de autógrafos no lançamento.

Já na categoria “introspectiva em frente ao computador” de trabalho, escrevi uma porção de coisas: na Pólen, sobre fantasia urbana e, com a Milena, sobre morte do autor; na Capitolina, sobre a Murta Que Geme e sobre romances de formação; e, no Modefica, sobre relacionamentos expostos na internet.

Mais eventos: 1. com a Isabela no CAp; 2. com Meg Cabot e Mari; 3. as alunas incríveis do CAp!

Mais eventos: 1. com a Isabela no CAp; 2. com Meg Cabot e Mari; 3. as alunas incríveis do CAp!

LIVROS
“The Lottery”, Shirley Jackson + Prufrock and other observations, T.S. Eliot + Le Traité du Narcisse, André Gide + “The Yellow Wallpaper”, Charlotte Perkins Gilman + “The Eyes Have It”, Phillip K. Dick + “2BR02B”, Kurt Vonnegut + “The Unnamable”, H.P. Lovecraft
Então, eu estava insone e pensei “vou ler um livro rapidinho aqui no Kobo”. Fui ver os arquivos menores, para ler uma coisa curtinha e não passar a madrugada lendo um livro enorme todo. Aí eu li seis livrinhos: quatro contos, um livro de poesia, e um ensaio. Pois é. Confesso que nem sei dar uma resenha razoável para nada considerando o contexto em que li, mas “The Lottery” e “The Yellow Wallpaper” são conhecidos como contos aterrorizantes com bastante razão (“2BR02B” também me deu calafrios).

Qualquer areia é terra firme, Cristina Parga
Ok, na verdade li antes, porque revisei. Mas como o livro foi lançado em Outubro, aproveito para recomendar agora. É um romance excelente, escrito por uma amiga querida e publicado por editores queridos. Foi um prazer revisa-lo, e tenho certeza de que vocês também vão adorar lê-lo – é sobre (não-)pertencimento, sobre perdas, sobre família, e é, mesmo, muito bom.

Salomé, Oscar Wilde
Foi a última coisa que comecei a ler na insanidade do combo de contos/ensaio/poesia daquela insônia, mas acabei deixando para terminar outro dia. É uma peça do Oscar Wilde, escrita originalmente em francês, e é uma tragédia definitivamente intensa e bem fascinante!

Men explain things to me, Rebecca Solnit
Não sei por que enrolei tanto pra ler esse livro, porque ele é, como eu esperava, incrível. Rebecca Solnit escreve ensaios sobre “mansplaining”, sobre Virginia Woolf, sobre casamento entre casais gays, sobre violência de gênero, tudo de forma bem construída, informada e fascinante. Fica, no entanto, o TW, especialmente para os ensaios sobre violência, que são de revirar o estômago.

Love letters to the dead, Ava Dellaira
Comprei a edição brasileira, Cartas de amor aos mortos, no estande da Cia. das Letras na Bienal, mas demorei um pouco para começar. Acabei pegando para me acompanhar no avião no bate-volta em São Paulo, e li todo no fim de semana. Honestamente, gostei bem mais do que esperava – tocou muito nas minhas nostalgias adolescentes, e tinha duas das coisas que mais me emocionam em livros: histórias sobre irmãs e histórias sobre lésbicas. Eu gostei bastante, e chorei bastante também.

The goldfinch, Donna Tartt
Já falei que amo a Donna Tartt? Pois eu amo a Donna Tartt. Estou perdidamente apaixonada por The Goldfinch, é desses livros que te lembram por que ler é tão bom. Minha edição – O Pintassilgo, também da Cia. das Letras – tem 720 páginas e mesmo assim eu carreguei para todos os cantos enquanto lia, tentando adiantar uma página na fila do mercado, outra esperando o sinal abrir, mais umas no ônibus, mais outras andando na rua. É muito difícil explicar o plot, porque é longo e elaborado, mas eu li sem saber NADA sobre a história (o que é raríssimo, eu tenho o hábito de procurar tudo no Google antes de ler, hahaha) e tudo foi incrível e fascinante. Leiam. Sério mesmo, leiam.

FILMES

The Wolfpack
Minha principal diversão de outubro foi o Festival do Rio. Aproveitei minha flexibilidade de autônoma e fui a alguns filmes, sozinha ou acompanhada (sempre da Dani), inclusive a filmes no meio da tarde de dia de semana. The Wolfpack foi o primeiro desses, visto sozinha às 15h da tarde, cheia de expectativas porque tinha lido uma matéria a respeito meses antes. É um documentário fascinante/aterrorizante sobre uma família que vive trancafiada em um apartamento em Nova York, sem sair de casa, e cujas crianças crescem aprendendo a viver e socializar inteiramente por meio de filmes. Ou seja, é ao mesmo tempo muito interessante e muito perturbador, mas eu achei um filme incrível.

The Diary of a Teenage Girl
Mais um para a categoria interessante e perturbador. Também estava cheia de expectativas, especialmente por conta da participação da Marielle Heller no Scriptnotes, e o filme foi ainda além do que eu esperava. A premissa é angustiante: Minnie, a protagonista adolescente, desenvolve um relacionamento sexual com seu padrasto (interpretado pelo Alexander Skarsgard, o que só aumenta o meu nível de confusão, porque passei o filme inteiro pulando de “hmmm gato” para “ewwwww creepy”). O que torna o filme excepcional, no entanto, é a forma com que lida com essa premissa – a narrativa reconhece que o relacionamento é abuso, que é errado, mas ao mesmo tempo demonstra os sentimentos reais de uma garota adolescente em relação a sexo, em relação ao desejo, em relação a poder; é uma narrativa que nos mostra que aquilo é abuso, mas que não destrói a agência de Minnie no processo. É pesado, mas é ótimo, e me deixou bem mexida em relação a muitos sentimentos de adolescência.

Califórnia
Mais um filme sobre adolescência, também com aspectos pesados, mas no geral mais otimista e tranquilo. Dessa vez, passado nos anos 80 em São Paulo, seguindo a vida de Teca no seu terceiro ano, entre paixonites e amizades e festinhas e família, tendo que lidar também com seu tio querido que retorna da Califórnia doente. É um retrato bem feito de uma geração específica (vi e pensei demais na minha mãe, inclusive), mas também da adolescência no geral. E é dirigido pela Marina Person, que outro dia ganhou um livro da Capitolina e até tirou foto.

Sim, é a Marina Person com o livro da Capitolina!

Sim, é a Marina Person com o livro da Capitolina!

Dope
Mais filme de adolescência? Sim, mais filme de adolescência. Outro que é leve-mas-pesado ao mesmo tempo, mas dessa vez por ainda outro lado. Malcom, o protagonista, é um adolescente negro de periferia que só quer terminar o colégio tranquilo tocando na banda que tem com seus amigos, indo bem nas aulas, e tentando entrar na sua faculdade dos sonhos. No entanto, uma série de confusões o colocam em meio a uma intriga envolvendo drogas e violência, que começa no melhor estilo Sessão da Tarde mas acaba com choques de realidade.

Grandma
Gente, eu só pensava na minha avó vendo esse filme. Hahaha. Em Grandma, uma adolescente engravida do namorado besta, decide abortar, e, com medo da raiva da mãe, procura a avó, uma poeta lésbica ranzinza, em busca de dinheiro. No entanto, a avó não tem o dinheiro, e elas vão precisar se virar para arranjar. Segue-se então uma história super tocante sobre família, uma família composta só de mulheres (a avó, atualmente viúva, mas anteriormente casada com outra mulher; a mãe, solteira; e a filha adolescente), uma família de mulheres que lutam pelo que querem, com suas personalidades diferentes-mas-parecidas. Pensei demais na minha própria família, e estou até agora querendo que minha avó assista.

The Sisterhood of Night
Único filme que vi no Netflix e não no Festival, mas também (adivinhem?) sobre adolescentes. Quando mencionei The Diary of a Teenage Girl no Twitter, alguma linda que não lembro quem é disse que eu ia curtir The Sisterhood of Night pelos feelings de adolescência e pela vibe meio creepy e estranha que remete a The Fever. Ela estava suuuuper certa. Não é que eu tenha amado o filme de paixão, mas é uma história bem feita e assustadora sobre histeria coletiva, sobre a crueldade de garotas adolescentes, mas também, e principalmente, sobre a força de garotas adolescentes que se juntam para se apoiar e ajudar.

LINKS: LONGREADS
Why are we still obsessed with Sex and the City? (Leandra Medine & Amelia Diamond, Man Repeller, 27 out. 2015): sobre, bem, Sex and the City.
“The exposure part of SATC was probably why we became hooked, but the reason I fell in love with it and STILL care about it is the fantasy. It’s like our version of science fiction. And their world was glamorous! Samantha makes PR look super fancy. Carrie makes being a writer look like you never have deadlines and can afford a studio. Meanwhile, Charlotte’s a gallery girl — you cannot have a more “NY job” than that. Miranda’s life was probably the most real, which is why no one ever wants to be “a Miranda.” But it’s still all fantasy.”

Who is it that afflicts you? (Rachel, Autostraddle, 28 out. 2015): se forem ler só um link, leiam esse. É sobre as bruxas de Salem, mas também sobre crescer em Salem hoje em dia.
“I’m not an expert on Tituba, or the trials, or really even on Salem, despite growing up there. I say that not just to disclaim but because there are many, many actual experts on 1692 Salem, people who have based books and academic careers on it (although they’re only human and have their own subjective lenses, too). If you want expert historical explanation or analysis, this isn’t the best place to look. I don’t know everything that informed the incidents of 1692; just what they look like from 2015. I’m thinking about Betty Parris, sick and scared and surrounded by adults out for blood and righteousness. I’m thinking of Tituba, vulnerable and without recourse in ways that I can’t begin to appreciate from my vantage point in time and identity. I’m thinking about these women and thinking about the witches of 2015 — my friends who are making crystal grids to try to heal themselves and hexes to keep their rapists away from them, Brooklynites rewatching The Craft and instagramming their full moon ceremonies on rooftops, people of color practicing traditional magic and spiritualities that have survived intergenerational trauma, people who are ill and poor and scared paying folk healers and lighting candles to get rid of their back pain and go back to work because they can’t pay for a real doctor. Brujas hexing Donald Trump, using magic to try to keep fascism at bay.”

How I learned Rory Gilmore isn’t the perfect role model (Krystie Lee Yandoli, Buzzfeed, 28 out. 2015): sobre perfeição e Rory Gilmore.
“After staying up all night for weeks on end to binge-watch Gilmore Girls episodes at 24 years old, it occurred to me that the real strengths of Rory’s character are actually her (sparing) mistakes. They are what make her dynamic, interesting, and authentic. She stops communicating with Lorelai for a while because that’s what people do from time to time — they don’t always have flawless relationships with their family members and the people who raised them. She gets arrested, takes a temporary leave of absence from college, and doesn’t act like herself for a short time because that’s also what people do sometimes — they mess up, they make impulsive decisions without thinking things through, and they act on their emotions.”

4chan and the Oregon shooter: What the suspicious thread says about a horrifying subculture of young male rage (Mary Elizabeth Williams, Salon, 2 out. 2015): sobre masculinidade tóxica.
“Not every frustrated male with mental health issues posting about how “Our hero showed us the light and a reason to live” is going to go out and do what Mercer did. What Rodger did. What Roof did. But it should be clear that guys like this are there, all the time, so full of fury at the world and the regular people living in it that they are delighted at the prospect of their deaths. And when it happens, they celebrate it. So maybe Chris Harper Mercer wasn’t really in that 4chan thread on Wednesday. The sickening thing is, there are so many voices in it, just like his, how could you even tell?”

The night the lights went out (Casey N. Cep, The Awl, 6 out. 2015): sobre murder ballads.
“I’ve been thinking a lot about murder. Not committing one, but a few of them from a few decades ago, so my playlists have become filled with murder ballads. Life has changed and so has death, but not murder; there might be less of it, but it’s still bullets and knives, bare hands, pillows and poisons. These ballads are as old as time, though you don’t hear that many of them on country radio any more. Threats and taunts, yes, but nothing quite like the murderous streak from my childhood: Garth Brooks, with a pistol fired at a cheating spouse in “The Thunder Rolls”; Gillian Welch, with a broken whiskey bottle to the neck of a rapist in “Caleb Meyer”; and the Dixie Chicks, with poisoned black-eyed peas down the hatch of an abusive husband in “Goodbye Earl.””

Dear Ryan Murphy: please, stop! (Sonia Saraiya, Salon, 8 out. 2015): sobre o horror que é Ryan Murphy.
“This is, ultimately, the problem with Murphy’s approach: He can’t have it both ways. The constant escalation in dialogue and deed makes the stakes of his shows harder and harder to understand; in “Scream Queens,” forcible anal sex is a joke, but in “American Horror Story,” it’s a horrific violation. You never know where you stand, as a viewer, because the lines between camp, irony, horror, sincerity, and humor are so blurred.”

Is Hermione Granger white? (Monika Kothari, Slate, 9 out. 2015): sobre pressupor white by default em literatura.
“I realize that the fact that Hermione is coded as a racial minority in the wizarding world doesn’t mean that she actually is nonwhite. Sure, there are muggle-born students that are white. But Hermione is one of the few we deeply care about: The subtext is there, and I think it’s reasonable for readers to make that leap. She’s a social justice activist, and she pushes back against the enslavement of house elves. I think this interpretation adds a layer of depth and socio-political complexity to the story. More importantly, Hermione is a smart, interesting, and good character, a main character with major development—qualities rarely afforded to minorities in Western literature, much less minority women. At the very least, I hope it’s understandable why it might be meaningful to some fans to imagine her as nonwhite. A story about racial hatred and oppression, in which zero major characters are actual racial minorities, would be a bit strange, would it not?”

Hogwarts vai virar brazuca, ou Clara Browne e a comunidade blogueira filosofal (Clara Browne, 9 out. 2015): altas reflexões sobre o resto do mundo mágico de Harry Potter.
“A gente sabe que a comunidade mágica é pequena, mas que ela está espalhada por todo o planeta. Tem bruxo na França, na Noruega, na Bulgária, no Egito. É de se esperar, então, que tenha gente aqui no nas nossas terras (aliás, tem sim: no quarto livro de HP o Ron comenta que um dos seus irmãos tinha um penpal brasileiro). Não é porque estamos abaixo da linha do Equador que acabou comunidade bruxa, tchau, trouxas, isso aí é terceiro mundo e magia não se mete com essa gente rsrsrsrs. Pelamor, né. E pensando nisso foi que me veio a questão: como seria a comunidade mágica brasileira?”

Exorcism, Male Power, and the Murder of E’Dena Hines (Anbara Khalidi, Jezebel, 18 out. 2015): sobre a violência misógina do exorcismo.
“But it is usually the most powerless who are deemed possessed, and the exorcist becomes the ultimate symbol of patriarchal power, being able to point at vulnerable members of their community—women, children the mentally ill—and designate them as in the grip of “evil.” Spiritual warfare excuses the most terrible of crimes.”

Coming out as an amorphous weirdo (Stef, Autostraddle, 11 out. 2012): sobre sair do armário.
“I justified my silence to myself in all sorts of ways. When you come out to your friends and family as gay, that’s it – you’re just gay – everybody knows what that means (more or less) and what they can expect from your relationships in the future. With this, I faced an uphill battle. Every relationship I’d ever be in would be met with a certain level of criticism, and the gender presentation of all of my past and future partners would be analyzed as some sort of clue to my real orientation. With no terminology to describe my feelings and no self confidence to back up my choices, I shut down. I didn’t know what to say. Despite in-between sexuality being a relatively widespread phenomenon (hello, Kinsey scale), society is still largely convinced that such a thing cannot possibly exist, that it’s either a stepping stone on the way to lesbian land or a weird experiment. This was always incredibly hurtful, and as a result I never felt like I belonged to any specific community. I saw myself as too gay to identify completely with my straight friends, but I didn’t feel gay enough to party with the lesbians. At different times, I would be more attracted to a person of one gender over another, and I found some friends’ surprised reactions disheartening. It was around this time that Autostraddle was beginning, and while I was excited to embrace the opportunities I knew the website would provide, in my heart I felt a strange distance from the other girls. I wasn’t sure the readers would accept me because I felt so different, and in the end this self-fulfilling prophecy contributed to my decision to drop off the team fairly early in the game.”

Taylor Swift on “Bad Blood,” Kanye West, and How People Interpret Her Lyrics (Chuck Klosterman, GQ, 15 out. 2015): a MELHOR entrevista já feita com a Taylor Swift. É sério.
“How you view this level of consciousness is proportional to how you feel about Swift as a public figure. There is a perpetual sense that nothing about her career is accidental and that nothing about her life is unmediated. These are not unusual thoughts to have about young mainstream stars. But what’s different with Swift is her autonomy. There is no Svengali directing her career; there is no stage mother pushing her toward the spotlight. She is in total control of her own constructed reality. If there was a machine that built humans out of positive millennial stereotypes, Swift would be its utopian creation.”

A very revealing conversation with Rihanna (Miranda July, The New York Times, 12 out. 2015): e a melhor entrevista com a Rihanna!
“While none of us are only our skin or clothes, we do increasingly expect megastars to deploy their whole being through packaging — a tidy and consistent message. If Rihanna has a ‘‘thing’’ it’s that she changes her thing so often. While a performer positioning themselves in relation to the art world might try to make this into a more overt performance, something that would reassure the intelligentsia, Rihanna isn’t meta like that. She hasn’t created a persona around herself like Beyoncé, Lady Gaga, Madonna or so many other stars at her level. She doesn’t have to manufacture dimensionality, because she actually is soulful, and this comes across in every little thing she does.”

I dressed like Cookie for a week to get over my impostor syndrome (Jazmine Hughes, Cosmopolitan, 22 out. 2015): transformando posts de “I dressed like x for a week” em uma verdadeira obra de arte.
“Dressing like Cookie for five days wasn’t the secret elixir to my anxieties, but here’s what I learned: How to say “fuck you.” I didn’t say it to the sidewalk man — I’m a lady for goodness’ sake, I work at the New York Times — but I started saying it to anyone who had wronged me that week (street catcallers, people who entered the subway before I exited, men), which meant I had to say it to myself. This is Self-Improvement 101: One of the first steps to solving a problem is to figure out who is causing it — and sometimes that person is you. I was angry with myself — for psyching myself out, for convincing myself that I didn’t belong to a place that had welcomed me with open arms, for wasting time meandering instead of improving, for not just learning how to spell the word “February.” So I did it: Fuck you, self, for being so goddamned scared. No one can improve the situation at hand more than you. No one knows this more, at least on FOX’s Wednesday night lineup, than Cookie.”

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