Passo a passo do self-care: cuidado físico

Se vocês estão acompanhando meu BEDA, podem ter reparado que falhei de leve, e deixei os últimos dias em branco aqui no blógue. Hoje fiquei meio no desânimo, pensando se eu só aceitava que tinha completado bem meu objetivo original de 1/2 BEDA e deixava pra lá, se eu tentava compensar com mais de um post por dia, se eu tentava compensar fazendo uns posts atrasados em setembro… Resolvi, com ajuda do cheerleading da Lorena no Twitter, que não ia fazer nada disso, só continuar postando aqui, aceitando que deixei uns dias em branco, porque, né, essas coisas acontecem.

No caso, essas coisas acontecem porque nos últimos dias eu tenho estado bem sem energia. Consigo dar conta do meu dia normal – trabalhar um pouco, resolver coisas da Capitolina, fazer exercício –, mas desde segunda não consigo ficar de pé o dia inteiro sem tirar um cochilo no meio da tarde (hoje dormi com a cabeça na mesa do meu escritório), e só hoje minha energia mental/emocional tá voltando. Escrever estava difícil (mesmo assim escrevi dois textos nos últimos dias, porque bem ou mal é meu trabalho, e eu cumpro meu trabalho).

Depois da segunda-feira bastante inútil, deitada na cama, dormindo muito, sem pisar fora de casa, vendo Pretty Little Liars, decidi me cuidar. Quando estou sem energia, ou burned out, ou só muito exausta mesmo, eu às vezes acho que se eu só continuar me forçando e trabalhando e fazendo tudo eu vou dar conta – aí eu não dou, e em vez disso me largo no sofá e não faço nada de útil o dia inteiro e tenho uma insônia culpada. Isso tudo é total besteira minha, porque, quando estamos assim, o mais importante é respeitarmos nosso ritmo, e cuidarmos de nós mesmas.

Mas como eu cuido de mim mesma nessas situações, vocês se perguntam? Pois bem, esse é o gancho desse post, e de alguns outros a seguir: minhas super dicas de self-care. Porque, no fim das contas, sou resourceful e vou usar esse desânimo para conseguir blogar. A primeira parte, hoje, é sobre como cuidar do corpo nessas horas:

RESPEITE SEU RITMO…

Já falei antes, mas repito: a gente precisa muito respeitar nosso ritmo! Não adianta nada se forçar a fazer algo que você não consegue fazer, porque só vai te fazer mal. Por isso, segunda-feira, como me sentia mal, desmarquei minha ida à academia; não me arrependo, sei que não conseguiria aproveitar bem, e que era melhor ficar no quentinho da minha cama. Ou seja: se não consegue mesmo malhar, ou andar muito, ou o que quer que seja, respeite!

…MAS NÃO DEIXE DE SE MEXER

Não fui à academia segunda, mas não parei de fazer o meu calendário Blogilates. Hoje, me sentindo um pouco melhor, fui sim à academia e corri bastante (bati mais um recorde de velocidade meu, yay), mesmo que na hora eu estivesse gostando bastante de ficar em casa vendo Dark Places. Fazer exercício físico é importante, é bom, e ajuda a dar energia, então o importante é encontrar o equilíbrio e respeitar o ritmo necessário do descanso sem cair no poço da preguiça. Vale qualquer coisa pra se mexer um pouco, dentro dos seus limites: sair para dar uma pequena caminhada, se alongar bastante, fazer umas poses de yoga, andar de bicicleta, correr muito na esteira, dançar no seu quarto…

E A COMIDA?

Sei que parte da minha falta de energia é porque no fim de semana eu comi muita massa, muito açúcar, e até um pouquinho de carne vermelha. Hoje em dia não digiro muito bem nenhuma dessas coisas, então, por mais que elas tenham sido ótimas na hora, não foram ótimas para o meu corpo depois. O pior é que massa e açúcar especialmente me viciam demais, então ainda não consegui voltar ao meu ritmo de alimentação normal depois de enfiar os dois pés e os dois braços na jaca no fim de semana; fico querendo comer sobremesa depois de todas as refeições, quero comer tudo na minha frente com pão, e coisa e tal (só a carne que não me anima mesmo). Não adianta nada desconsiderar minhas vontades porque vou ficar me sentindo péssima, mas sei que se eu me encher de tudo isso também me sentirei péssima, e aí vem aquilo de novo, pois é, isso mesmo, meu amigo equilíbrio.

Para mim, o fundamental nessas horas é comer coisas que você goste, que te alimentem e que façam você se sentir bem. Acho sempre melhor evitar comidas que você sabe que não vai conseguir digerir, ou que te deixam muito inchada, ou que te dão azia, mesmo que você ache elas gostosas – e recomendo procurar coisas que te dão uma sensação boa de saúde e leveza, mesmo que você não as coma tanto (eu tô tentando, por exemplo, caprichar nos sucos que eu gosto e me alimentam). Mas é mesmo hora pra comfort food sim, para aquelas receitas que te dão um quentinho no coração além de na barriga. E não podemos esquecer de beber muita muita muita água, o dia inteiro, o tempo todo.

DORMIR É DIFÍCIL, ACORDAR MAIS AINDA

Um dia li em algum lugar que se você demora mais de 15 minutos para dormir já qualifica um transtorno do sono, e quase chorei de tanto rir. São pouquíssimas as vezes na vida em que levei menos de 15 minutos para dormir, com certeza. A insônia é uma constante desde a minha infância, e quando passo o dia sem sair de casa ou me mexer ou fazer nada que me canse, dormir à noite é quase impossível – acabo vendo filmes até umas 4h30 da manhã, e isso só piora a insônia do dia seguinte.

Por outro lado, acordar cedo não é minha praia, e cochilar no meio da tarde é sempre muito tentador. Quando estou me sentindo sem energia, então, é impossível passar o dia todo acordada (como já falei lá no começo do post). O problema é: como encontrar (ele mesmo) o equilíbrio? Como respeitar meu sono e minha insônia mas não fazer tudo piorar a cada dia? Meu segredo é o despertador: coloco ele para mais tarde do que de costume, mas tento ao máximo possível me levantar sem botar no modo soneca vinte vezes. Quando sinto que um cochilo é inevitável, também boto o despertador: uma hora de cochilo é mais do que o suficiente. Funciona bem melhor para mim do que tentar acordar na mesma hora dos outros dias e ficar lutando contra o sono e andando por aí que nem um zumbi, e também é melhor do que dormir até 15h, tirar um cochilo às 19h, e passar a noite em claro (de novo).

E vocês? Como praticam self-care quando acordam sem vontade de lidar com o mundo? Nos próximos posts vou falar de cuidados mais emocionais e mentais, mas se quiserem perguntar algo mais específico sobre o assunto posso tentar responder também!