#letmetakeaselfie

Recapitulando: Mai. 2015

Que mês estranho, minha gente. Não estranho-ruim, só estranho-wow-como-assim-que-vida diferente, estranho-que-passou-rápido, estranho-bom-eu-acho. Pra fazer esses posts “recapitulando”, eu abro meu Facebook, meu Instagram, meu Goodreads, meu Letterboxd, e vejo o que registrei do mês (vantagem de overshare a vida na internet, tudo é bem mais fácil de lembrar), pra garantir que não tô aqui falando de algo que eu acho que foi semana passada mas que já faz dois meses e eu confundi tudo. Mas minhas redes sociais tão quase me confundindo mais do que ajudando: novidades soltas, umas semanas paradas, uns dias hiper movimentados, um ritmo bem bem bem diferente. A principal razão para isso é que foi meu primeiro mês de trabalhadora inteiramente autônoma (!) e ainda estou me ajustando à nova rotina (tenho uns posts planejados especificamente sobre isso por aqui, por isso evito os spoilers) – montei um escritório novo (no sótão dos meus avós), arranjei uma penca de trabalho, constatei que passo menos tempo lendo coisa na internet/lendo livros/vendo filmes/vendo séries/etc. e muito mais tempo trabalhando, e que apesar desse trabalho todo (tenho várias deadlines pra daqui a uma semana, tá corrido) só vou receber dinheiro daqui a um tempo (muito diferente do salário garantido que normalmente estaria no meu bolso amanhã).

Retratos do meu home office. Sim, isso é um morcego.

Retratos do meu home office. Sim, isso é um morcego.

As coisas na Capitolina não param de andar: saiu notinha n’O Globo falando do livro, e entregamos o material todo para a Seguinte no dia 15 (comemorei dançando sozinha no meu escritório e com uma conversa só em stickers de Facebook com a Clara e a Lorena); lançamos nosso projeto no Catarse, anunciando várias novidades e recompensas, e agradeço qualquer apoio; rolou também a entrevista que eu e a Lorena demos pra fofa Laís Jannuzzi da Radis. É difícil fazer a revista andar no ritmo normal quando tenho tanto trabalho pra fazer e ainda um livro para organizar, mas, mesmo com algum desequilíbrio, acho que estou – com a valiosa ajuda das minhas coeditoras – dando um jeito.

A delícia de estar entre Capitolinas.

A delícia de estar entre Capitolinas.

No começo do mês, publiquei um ensaio pessoal (em inglês) na revista literária Midnight Breakfast sobre identidade, família, internet, e essas coisas que não dá pra eu explicar porque fui eu que escrevi o texto e se eu explicar demais perde a graça. Não só foi uma experiência incrível escrever esse texto – e ter sido convidada para escrevê-lo para uma publicação que admiro tanto –, como recebi dinheiro por ele (!) e acho que posso talvez me considerar mais ou menos uma escritora profissional agora. Ainda na categoria pessoa-paga-para-escrever, mesmo que em outros assuntos, cobri pra uma matéria pra Todateen a coletiva de imprensa com atores de Vampire Diaries e foi uma combinação ótima de trabalho e fangirling. Fui também convidada pela fofa da Paulinha, do Little blog of fashion para falar sobre séries de TV, e enchi o saco de todo mundo com Gossip Girl e Pretty Little Liars, como era de se esperar. Para a Capitolina, escrevi com a Carol sobre personagens femininas no espaço, fiz um guia (nada) definitivo para lidar com se apaixonar por bffs e falei um pouco sobre nos sentirmos conectadas ao universo. Continuo minha colaboração com a Pólen, e este mês escrevi dois textos, sobre assuntos meio parecidos: o primeiro sobre bibliotecas, internet e os gatekeepers do conhecimento e o segundo sobre queima de livros, distopias e controle de memória. Também estreei no Não aguento quando, com a Clara e a Lorena, falando sobre Harry Potter e empatia. E, no meu extremo egocentrismo oversharer de quem escreve na internet, lancei uma newsletter, que tenho mandado toda segunda-feira (ou terça, ou quarta, depende da preguiça).

Trabalho + fangirling.

Trabalho + fangirling.

No quesito diversão: passei muito tempo com minha irmã e minha mãe (que, como aluna e professora da UFRJ, respectivamente, estão às voltas com paralisações, assembleias e greves), vi Gossip Girl aos montes com o namorado (começamos ontem a quinta temporada, e tô surpresa com o quanto minha opinião sobre as coisas está diferente nesse rewatch), fui ao show do Criolo com a irmã, a mãe e o namorado (sim, esses três foram minhas principais companhias para o mês), comi tanto no meu café favorito que o garçom agora sabe o sanduíche que minha irmã come sem ela precisar pedir, passei no Parque Lage mais de uma vez, comemorei um monte os 18 anos da irmã (!!!!), e, nos últimos dias, consegui ler bastante.

Diversões: show do Criolo, Mad Men, date night e Sailor Moon.

Diversões: show do Criolo, Mad Men, date night e Sailor Moon.

FILMES

Avengers: Age of Ultron: Na verdade eu vi em abril, mas quando fui fazer o post esqueci completamente. Oops? Sei que muita gente odiou, mas eu gostei (inclusive das coisas que todo mundo odiou). Acho que sou fácil com filmes de super-herói, mas me empolguei bem menos do que me empolgo com filmes de super-herói no geral, então gostei mas não tanto assim. No fim das contas, minha crítica principal é: devia ter mais Maximoffs e menos robôs (mutantes >>>> robôs).

Once: Conhecia as músicas mas nunca tinha visto o filme, e achei fofo. Assisti numa noite preguiçosa de Netflix com o namorado, e foi muito agradável. Tipo de filme que te deixa bem, leve, tranquila, sabe? E ainda por cima cantarolando e com vontade de tocar piano.

Life Partners: Estou apaixonada, chorei assistindo, quis mandar pra amigas mas achei que podia ser mal interpretado, aí amei mais, chorei mais e acabei empolgada falando do filme pra todo mundo que encontrei. Tem a Gillian Jacobs, tem a Leighton Meester, tem o Adam Brody, tem dramas de amizade, tem dramas de romance, tem personagem principal lésbica, tem coisa boa aos montes.

Beyond Clueless: Também chorei, estou apaixonada, falei pra todo mundo, etc. e tal. Para quem não sabe, é um documentário sobre filmes adolescentes, e é meio que uma validação cinematográfica do tipo de análise de mídia pra adolescentes que eu gosto de ler/escrever na internet. Tem cenas super bem escolhidas de uma porção de filmes, do drama à comédia ao terror, para ilustrar temas recorrentes nesse tipo de narrativa, e mesmo as críticas mais agudas aos filmes analisados são feitas de forma intrigante.

Despicable Me: Esse foi culpa da minha mãe, que num domingo de chuva achou uma boa ideia ver desenho animado no Netflix. Acabei me juntando a ela para (re)ver a segunda metade, com meu Minion de pelúcia no colo, e nós duas quase choramos com as cenas fofas e tristes das meninas adotadas. Pois é, isso é um domingo na minha casa (noite de domingo também envolveu eu, minha mãe e minha irmã lendo horóscopo, amontoadas na mesma cama).

Passeios no parque.

Passeios no parque.

LIVROS

Harry Potter e o Cálice de Fogo, J.K. Rowling: Não tenho muito o que comentar sobre esse livro aqui assim rápido porque, né, é Harry Potter!, mas vou só explicar pra vocês que cheguei quase no fim e tive que ficar mais de uma semana sem ler pra me preparar automaticamente pras coisas indo por água abaixo nos últimos capítulos, então fique sabido que Harry Potter ainda me emociona tanto quanto quando li da primeira vez.

The Liars’ Club, Mary Karr: Estava na verdade lendo desde abril e só acabei no fim de maio, mas é porque tinha ficado em paralelo com Harry Potter e eu tava enrolando pra ler direito. Uma insônia resolveu isso rapidinho, e li as últimas 150 páginas do livro em uma tacada só, o que é bem esquisito de fazer quando você lê um livro de memórias, porque parece que a vida da pessoa voou em três horas. De qualquer forma, são memórias interessantes, super bem escritas, sobre o sul dos EUA, sobre dinheiro, sobre trabalho, mas, principalmente, sobre família.

Luzes de emergência se acenderão automaticamente, Luisa Geisler: A Luisa é minha amiga então talvez isso seja biased, mas eu comecei o livro dela na mesma insônia em que acabei o The Liars’ Club, e mesmo depois de 150 páginas do livro anterior li mais 120 desses, parei só porque era quase de manhã, e mandei para ela uma mensagem awkward/elogiosa sobre o quanto estava amando. Porque, honestamente, que livro, galera, que livro. É um desses livros que você acaba com uma vontade tremenda de escrever, sabe? E com vontade de chamar todo mundo de “meu velho”, mas talvez isso seja só eu.

Comemorando os 18 anos dessa linda (perdão pelas caras, foi no fim da festa).

Comemorando os 18 anos dessa linda (perdão pelas caras, foi no fim da festa).

LINKS: LONGREADS

I was poor but I was happy (Lionel Shriver, The Guardian, 3 nov. 2014): sobre felicidade, escrita e trabalho.
“When we conceive of happiness as a static state, effectively a place toward which we are aimed but at which most of us will never feel we’ve quite arrived, then the vision becomes exclusionary. Before us lies Alice’s tantalising garden, and we’re too gangling to fit through the door. Happiness-as-mythic-Valhalla cultivates envy and disgruntlement. The suspicion grows that everyone else is in on some secret that eludes us, that everyone else is sipping cocktails at a party to which we’re not invited, that everyone else is having a fabulous time while our life sucks.”

Emails where shit got real (Michelle Dean, The Butter, 18 nov. 2014): sobre saúde mental, arte e es/instabilidade.
“I think I’m obsessed with the lives of writers because I’m still in student mode. I want yardsticks, measurements. Lately what I chiefly want to know is how they managed to psychologically survive putting their work out for other people to read. The answer, I have found, through reading many biographies and letters and miscellaneous dispaches from the interior, is that by and large they didn’t. By and large reader reactions drove them mad.”

Cyberpunks X Cypherpunks: A distância entre a cultura de internet e a cultura de segurança (Carolina Stary, computador, abr. 2015): sobre cypherpunk, cyberpunk, internet, segurança, “cultura nerd”.
“Se o próprio Assange me manda um WhatsApp alertando que “internet é uma ameaça a civilização humana”, eu respondo com um ¯\_(ツ)_/¯ . Nós falamos de internets diferentes. Entenda, não invalido de qualquer forma os esforços contra a vigilância em massa, defendo no entanto que ela não é pauta única ou prioritária e não pode silenciar outras demandas. Ou, como pontuou muito bem umas das mulheres (cujo nome eu infelizmente não lembro) que assistiu à minha fala, a manutenção financeira do Pirate Bay não justifica os anúncios misóginos aos quais somos expostas toda vez que acessamos o site. Não parece um bom indício de internet livre. E, se é que ainda não ficou claro, a legitimação atrelada à técnica também não.”

“We have always fought”: challenging the “women, cattle and slaves” narrative (Kameron Hurley, A dribble of ink, 20 mai. 2013): sobre gênero, personagens fortes e o poder da narrativa.
“We forget what the story’s about. We erase women in our stories who, in our own lives, are powerful, forthright, intelligent, terrifying people. Women stab and maim and kill and lead and manage and own and run. We know that. We experience it every day. We see it. But this is our narrative: two men fighting loudly in a room, and a woman snuffling in a corner.”

Death Cab for Cutie, Seth Cohen and the indie influence of the teen TV soundtrack (Sinead Stubbins, Pitchfork, 11 mai. 2015): sobre como The OC mudou o consumo musical entre adolescentes.
“In the universe of “The O.C.”, Death Cab for Cutie is rooted in a very specific context. Alt-teen dream Seth Cohen played “A Movie Script Ending” in his car in a crucial scene, gave their CDs away for Christmas, was identified as a rare find because he liked both Death Cab and comic books (“Death Cab’s a band, yes?” asked his father/every father). They were continually referenced in the TV show, they performed at the Bait Shop, and were featured on the official soundtrack. Teenagers who worshipped the show—myself included—inhaled these references. Now revisiting albums like Transatlanticism and Plans has the same intimacy as reading old diaries, complete with a tinge of vulnerability that comes with looking back at your more earnest, angsty 16-year-old self. (I mean, only a teenager can listen to the line “you’d skip your early classes/ and we’d learn how our bodies worked” without cringing just a little.)”

The ascendancy of the “awkward older sister” (Caroline Framke, The Atlantic, 11 mai. 2015): sobre o tipo de role model feminino da “irmã mais velha”, aka meu estilo de persona online.
“It would be easy to categorize the burgeoning older sister/little sister movement as a trend, but the sheer depth of content reveals it to be far more complex. This booming culture of mentorship is a movement. It’s pushing back against the people endlessly advertising products to young girls while simultaneously mocking them. The women who devote themselves to building younger girls up put power back in these teens’ hands by insisting that they are worthy of wielding it. After years of being derided as silly, teenage girls are not only being taken seriously, but are openly, collectively being looked out for.”

Pequenos grandes dramas tradutórios (Luiza S. Vilela, Editora Guarda-Chuva, 14 mai. 2015): sobre as escolhas da tradução.
“Estou dizendo isso pra chegar em outro ponto, o último, prometo. Há quem diga que tradução boa é aquela em que você não repara, ou seja, a que é invisível. Em partes. Isso é verdade no que diz respeito à fluência do texto: se você fala razoavelmente bem a língua original e está “vendo” o texto original por trás do traduzido, como uma sombra, é sinal de que o tradutor não entende muito bem que as sintaxes das línguas são diferentes. Mas desconfie da invisibilidade total.”

The non-bravery of bearing witness (Lauren Quinn, Vela, 12 dez. 2013): sobre vulnerabilidade e força quando escrevemos.
“I don’t think telling these stories is brave. Largely because I am not brave in these stories. I am the “survivor” in these stories, the one who gets out—and survival, I have learned, is a dirty game. I write these experiences because they are the ones that have taught me the most about life, including my own capacity to be shitty and to fail the people I purport to love and the morals I purport to have. I think that if I were succeeding in telling these stories correctly, and if people were reading them the way I intended, they wouldn’t be thanking me for my courage. They’d be seeing that dark glimmer, and they’d probably go running the other way. The way we’re all running the other way—or at least a lot of us are, a lot of the time.”

Unpopular opinion: “No regrets” is a terrible mindset (Marci, xoJane, 15 mai. 2015): sobre a irresponsabilidade e o egoísmo da lógica #yolo/no regrets.
“It may seem like a cool DGAF lifestyle, but there’s nothing more terrifying to me than someone who claims to have no regrets over anything they’ve done. Logically speaking, that indicates a very low ethical threshold for future behavior. If they automatically forgive themselves—or don’t even see a reason forgiveness is necessary—for their transgressions against others, why wouldn’t they hurt you, too? It’s not like it’s going to haunt their conscience for the rest of their lives or anything. YOLO!”

In defense of Rory Gilmore’s bad decisions (Lisa Lo Paro, Hello Giggles, 15 mai. 2015): sobre o que torna a Rory uma personagem realista.
“I watched while Rory slept with the married Dean, while she fell for the bad-boy Logan, stole a boat, dropped out of school, and started to put her boyfriend’s needs before her own. I was young when Rory Gilmore started to grow up right before my eyes, and I was profoundly uncomfortable, as a young teen, with the choices Rory was making. What happened to the gutsy, confident Rory Gilmore I used to know? Who was this girl who stole bottles of champagne and wore tweed like her grandmother? My teenage self was not happy. That was, until I also grew up. Watching Rory’s struggle into adulthood is so much more powerful to me now as a grown woman who has faced so many of the same obstacles. As much as I loved her when she was in high school, acting perfect all of the time, I loved her even more when she got older and had to stumble a few times to get it right.”

Internet connections (Gabby Noone, Rookie, 18 mai. 2015): sobre como a internet é maravilhosa.
“I feel like I’m always yelling, “Ugh, no, you don’t get it!” and then slamming a metaphorical bedroom door whenever I read something about young people and The Evils of Social Media. Although, yes, there are times when I find myself mindlessly scrolling through Instagram and thinking to myself, Why is this picture of avocado toast that a model slash DJ ate for brunch today making me feel weird about myself? Maybe I should go read a book, social media has been an immensely positive force in my life. It’s how I met my closest friends when I felt isolated from people who shared my interests. It’s how I realized I should start writing beyond just school assignments. And it’s how my work first got published for people besides my mom to read. If I were a not a teen obsessed with the internet, you would not be sitting here today with your eyes glued to your computer screen, so deeply mesmerized by my beautiful yet haunting prose.”

You’ve been fictionalized! (Michelle Huneven, The Paris Review, 28 jul. 2014): sobre escrever personagens inspirados em outras pessoas, e quando fazem o mesmo com você.
“Writers can take offense when someone asks what’s real or autobiographical in our work, because to us, that’s not what counts. The bits taken from life are tiny scales on the dragon’s tail—what about that whole beautiful writhing, fire-breathing dragon? But one scale can assume enormous importance to the friend or family member who beholds him or herself in its shiny surface. Often—but not always—that’s a sick-making moment. It isn’t as if a writer merely records life as it unfurls. Reality does not automatically transcribe as literature; real people are not shapely, compelling characters to be harvested. Charming facts and sharp observations rarely slide seamlessly into whatever narrative is at hand. To fictionalize material—any material, real or imaginary—is to subject it to the demands, the conventions, and rigors of the project at hand. A fictional narrative is constructed, shaped, and sized, its raw material muted, amplified, trimmed, and minced, recombined and recolored.”

George Takei praises Taylor Swift’s all-female “Bad blood” video while calling out Marvel (Teresa Jusino, The Mary Sue, 21 mai. 2015): apesar da manchete, é na verdade uma análise ótima do clipe de “Bad blood”, com a qual eu concordo quase 100% (spoiler: eu amei o clipe).
“When it comes to media representation, something I think is valuable is allowing both men and women to have and take part in all available narratives. We should see more films in which good fathers stay home and bond with their children, and we should see more films in which women shoot guns, wield swords, and are heroes. And all of these narratives should be seen as valuable as windows into the human experience.”

Orgulho nerd (Lorena Piñeiro, 25 mai. 2015): texto curto mas poderoso da minha amiga/sócia/ídola Lorena sobre essa coisa de “orgulho nerd”.
“Vocês são garotinhos assustados trancafiados no laboratório tentando impedir a Dee Dee de entrar. Mas é inevitável, amigos: ela vai explodir tudo e recomeçar do zero porque seus produtos são obsoletos.”

Josh Duggar allegations: we’re so used to giving famous men the benefit of the doubt (Lindy West, The Guardian, 26 mai. 2015): sobre o sistema que defende os agressores em vez das agredidas.
“What’s frightening is that we’re so accustomed to giving powerful, famous men the benefit of the doubt that, on a cultural level, we treat men’s reputations with the same reverence as victims’ safety. “Sure, it’s important to protect the vulnerable and sexually traumatised or whatever, but what about that nice man’s TV show? He worked really hard for that! You can’t just take away a man’s stuff!” The result is a system in which victims often find themselves on trial in their own rape proceedings; a culture in which silence is incentivised and speaking out is often punished; a world in which we have ample vocabulary for comforting the accused (“I’m waiting to hear all the facts,” “we can’t jump to conclusions,” “who can even make sense of consent these days?”) but precious little for victims (when’s the last time you heard a simple, unqualified “I believe you” outside of the feminist blogosphere?).”

If you’ve ever obsessed over teen movies, “Beyond Clueless” will be your new Bible (Elizabeth Sankey, Noisey, 11 fev. 2015): entrevista com Charlie Lyne sobre Beyond Clueless (que vi outro dia e adorei).
“E: I was incredulous the first time I saw The Breakfast Club, I saw it with a gang of people, and they were all so moved by it, and I thought it was dripping in sanctimonious saccharine sentiment I didn’t feel like it represented me.
C: But it represents every teenager! As long as they’re white and straight and belonging to one of five cliques.
E: And beautiful. And if they’re not beautiful then they get a FUCKING MAKEOVER. But I watched the rest of his films a couple of years later when I wasn’t a teenager any more and loved them because they reminded me of that age. But teen films aren’t supposed to be respected by adults and watched in art-house cinemas.
C: On release, John Hughes films were brilliant teen movies for teenagers and had all the hallmarks of that, right down to the outraged articles at the time saying, “They smoke marijuana, we must ban this sick film.” But like a lot of teen movies they have mutated into something which will only really mean much to adults, which is kind of the way it should be. Otherwise we should just stop now: all the teen movies that ever need be made have been made and we can just show teenagers those.”

I guess it really was… a softer world (Ryan North, what are the haps, 27 mai. 2015): sobre amizade e a softer world (que acabou ))): ).
“Another time my comic mentioned “truth” and “beauty” and Joey and Emily’s comic that day mentioned “truth and beauty bombs”, so we started a message board for our comics called that. We don’t post there anymore, but other do. It’s still running. People got married because of that message board. Children exist today from that thing! There’s a chain of events that leads from today back through our years of comics and friendship, through Joey and Emily and the way our three lives have intertwined, all the way to when we three babies started comics within the same week even though none of us can draw, and Joey emailing me to inquire about my Nobel Prize for Comics money. Without A Softer World, I never meet Joey, I never meet Emily, and my life is completely different. Probably worse, too!”

One Big Question: what makes you feel powerful? (Jazmine Hughes, The Hairpin, 1 mai. 2015): sobre formas de sentirmos poder.
“It’s not just the pump-up: it’s a harnessing of dominance, of invincibility, of strength. I put on Beyoncé because I wanted to feel the way she does: powerful. (I recently told my boyfriend I listen to the theme from Veep when I was to feel “powerful and mean;” he replied, “But you’re always powerful and mean?”) I get this way whenever I walk home late at night, completely unafraid, whenever I can grab the check before a friend does, whenever I meet someone who’s intimidated by me and I let them sweat for the smallest second before I crack a smile and a joke, whenever I wear slacks and heels. They’re not daily acts, but their rarity makes them work, assorted power-ups in my back pocket whenever I need a lift. So here’s my one big question for this month: what makes you feel powerful?”

LINKS: ÁUDIO & VÍDEOS & ETC.

Bros watch PLL too: meu novo vício de podcast, sobre, bem, Pretty Little Liars (que volta ao ar amanhã!!!!!) (mal posso conter minha empolgação!!!!!). Tenho ouvido as longas e elaboradas recaps nos meus caminhos de ônibus, e está sendo muito divertido. Definitivamente ouvirei com regularidade (além de ler os recaps maravilhosos do Autostraddle, como de costume.

¯\_(ツ)_/¯ (Lorena Piñeiro, 6 mai. 2015): uma pequena resposta em imagens aos esnobes academicistas.

Joguinhos retrôs de Sailor Moon (Nina Grando, Ovelha, 1 mai. 2015): passei uma noite jogando Another Story online e foi diversão garantida, recomendo.

Here are 31 clever tips to make life feel a little easier (Anna Borges, Buzzfeed, 4 mai. 2015): para relaxamento & esperança.

Techniques against optimism: “unflattering: wearing one’s ontology like a bad pair of jeans.”

  • http://revistapolen.com Revista Pólen

    por culpa sua eu caí num rabbit hole de gossip girl, mas devo dizer que concordo sobre as impressões mudarem nesse rewatch. ainda to na terceira temporada (em tempos passados, parei no final da quarta), mas a real é que to achando muito melhor agora do que jamais achei. sempre fui adepta de que séries adolescentes perdem a graça quando personagens saem da escola, mas to achando a terceira temporada uma maravilha televisiva. e, no mais, as falas da blair são ainda melhores na segunda vez.

    dito isso, é engraçado (e eu penso no seu texto do outro dia) como nossa percepção muda. eu acho a série cada vez melhor nessa maratona – ainda que esteja meio com medo de continuar e lembrar porque larguei – mas as coisas que eu nem percebia eu percebo com muita força agora. o caráter abusivo do chuck e a personalidade da serena (aquela frase “it’s not my fault you’re so insecure” dela pra blair tá ressoando muitos episódios depois), por exemplo. mas acho que o mais bizarro é que eu era super shipper e agora eu só fico amando os momentos amizade fofos que acontecem no meio.

    desculpa o textão, mas a culpa é toda sua por ter me mandando pro lado gossip girl da força